Doulas ganham registro profissional e têm autorização para acompanhar partos em hospitais
As doulas são profissionais que oferecem apoio às gestantes antes, durante e depois do parto. O trabalho vai além do suporte emocional e também envolve orientações informativas e medidas de conforto ao longo de todo o processo.
A partir da Lei nº 15.381, sancionada em 8 de abril de 2026, as gestantes que desejam contar com uma doula durante o parto hospitalar têm esse direito. No entanto, junto com a expectativa pela chegada do bebê, também surgem dúvidas.
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🔎 A Lei nº 15.381, sancionada em 8 de abril de 2026, regulamenta a profissão de doula em todo o Brasil. A lei garante o direito de gestantes terem a presença de uma doula em maternidades públicas e privadas, sem cobrança de taxas extras e sem substituir o acompanhante tradicional
Para Anna Letícia Miranda, de Itapetininga (SP), a decisão de ter o acompanhamento de uma doula foi tomada para garantir mais segurança no momento de trazer o filho ao mundo.
“Eu tinha muito medo do processo. Estava tranquila quanto ao parto, mas, antes dele, há uma série de exames. Durante, existem vários métodos e condutas que, às vezes, você não sabe se é necessário. Quando você tem uma doula, ela explica as escolhas. O que eu poderia, o que eu não poderia e, hoje, eu sei o que eu posso decidir”, detalha.
O acompanhamento informativo é uma parte do trabalho das doulas. Na prática, elas ajudam a gestante a compreender o que está acontecendo no próprio corpo, trazendo mais autonomia e tranquilidade no processo.
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Carolina Moron, que trabalha como doula na região de Tatuí (SP), explicou à TV TEM que, na verdade, a parte informativa é o principal pilar na execução do trabalho.
Ela aponta que o medo de dores e da violência obstétrica é muito comum entre as gestantes e, por isso, são tópicos trabalhados ao longo do acompanhamento.
“O informativo é um dos principais. Então, além do apoio emocional e físico para lidar com todas as questões da gestação, é preciso trazer uma informação baseada em evidência, para a grávida entender o que está acontecendo no corpo dela, trazendo um conforto muito grande. Vejo que elas lidam com isso de uma maneira muito mais leve”, relata.
“Com relação à violência obstétrica, há o medo de não ser respeitada ou de não conseguir lidar com o parto por ser algo muito dolorido. São vários os temas que consgeguimos trabalhar durante a gestação na educação pré-natal”, completa.
Carolina trabalha domo doula, profissão agora regulamentada no Brasil
Reprodução/TV TEM
O suporte não substitui a equipe médica, mas complementa o cuidado com a gestante. Há técnicas como massagens, respiração e métodos não-farmacológicos, com o objetivo de aliviar a dor e dar mais conforto em um momento tão importante e delicado na vida da pessoa.
O direito da grávida ter uma doula ao lado na hora do parto agora é garantido pela Constituição Federal, com a lei já estando em vigor. Além de reconhecer a função, a norma também determina que hospitais não podem cobrar taxa extra pela presença das profissionais durante o procedimento.
Simone Anlafi, que também atua como doula na região de Itapetininga, afirma que a cobrança já foi feita anteriormente. Segundo ela, os hospitais também costumavam exigir que as profissionais assinassem diversos documentos para ter acesso à unidade e, em alguns casos, mesmo após cumprir as exigências, elas não conseguiam entrar na sala de parto.
“Era cobrada uma taxa para a doula entrar e, junto a isso, tinham os papéis que eram só para assinar. Eles nos barravam bastante e não conseguíamos entrar muito nos hospitais. Ou era a doula, ou era a acompanhante. Hoje em dia, não funciona mais assim”, detalha.
Mais segurança às famílias
A lei também estabelece critérios para a atuação das profissionais, exigindo formação e cadastro nas unidades de saúde. O avanço traz mais segurança para ambas as partes, com a principal mudança sendo um reconhecimento legal em todo o território nacional.
De acordo com a presidente da Associação de Doulas do Estado de São Paulo (Adosp), Gislene Rossini, a lei define quem é a doula, e reforça que a profissional oferece todo tipo de suporte durante a gestação, o parto e o período após.
“Isso traz mais segurança às famílias, às profissionais e ao serviço de saúde também. A lei define quem é a doula, qual é a sua atuação e reforça que ela oferece suporte físico, emocional e informativo durante todo o período. Isso sempre complementa o trabalho da equipe de saúde, sem substituir qualquer profissional de assistência. É um cuidado que ganha espaço, agora com mais segurança e reconhecimento”, pontua.
Simone explica que a profissão vai além do apoio psicológico
Reprodução/TV TEM
*Colaborou sob supervisão de Larissa Pandori
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Fonte: https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2026/08/23/da-informacao-ao-apoio-emocional-doulas-ganham-espaco-e-tem-profissao-regulamentada-por-lei.ghtml
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